sábado, 7 de novembro de 2009



sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Carta ao Caro Primo Dispistiliken Antrovínio

Algum dia do sul veraneio que resplandece o dia inteiro.


Data controle Truk: Em hora de Verão, seguindo por 18h10min do Dia Número 6 do Décimo - Primeiro Mês segundo a infantaria Cristã.



Olá primo Antrovínio.



Venha você me entender os motivos de não ter lhe enviado registros antes:

Antes os escritos estavam florescendo somente nos jardins de minha mente, que de repente, iluminou-se de sentimentos diversos. Floresceu a esperança, verde e rente ao solo fértil de idéias. Embora estivesse machucada. A tantos pesares que, ela, me arrastou na Terra... Pendurava-me de cabeça pra baixo e me apontava o céu, assim por mais que olhasse e procurasse, via tudo errado. Ah! Se eu já não soubesse que a morte do mundo está só na morte da mente...
Contudo o pântano findou e deu lugar ao ensaio que preparava e pretendia lhe enviar.
Foi difícil manter a sanidade vendo os Truks esmagarem tudo, achei que minha casa também ruiria.
Os gatos andam falando em revolução...
Pode crer?
Perceba que lhe envio esta carta meio a repressão do coração, do qual comentou contatos anteriores, lembra? Deve estar sim, espero. Sobre o fato dos Truks, ou Homens, possuírem coração e não chorarem... Confesso que cheguei a acreditar no contrário.
Bem, entenda que tudo na Terra é movido por Ela. Por mais que se brigue, Ela vence... Só está esperando a petrificação Truk acabar. As plantas voltarão...
Mesmo eles aqui já estão percebendo algo estranho no clima, digo na sensação de que se tem do Mundo. O Mundo dos Homens.
Estão como vapor preso no caldeirão da velha Clarissesbela aí da vila.
Possa você imaginar como tem sido este intercâmbio para mim.
Estou com medo... Mas tenho a coragem necessária para seguir até o fim de minha conta nestas terras.
Bem...
Tia Flora me enviou uma carta, pediu-me para não postá-la em lugar algum... Mas disse muita coisa... Disse que os povos daí já estão tendo contato com os de fora?! Achei um exagero... Falou que o sol lhes contou sobre o que está para acontecer na Terra. Que a Lua teve filhos. Que estrelas novas surgiram... E que as velhas morreram.
Os Truks estão começando a sentir ainda... Falta muita coisa acontecer para se tocarem. Mas estamos todos bem... Estes dias até voltei a ser picado por uma abelha, acredita? Elas andam bem magoadas com o comércio escravo. Fazer o quê...
Desculpe não prosseguir contigo, mas tenho muito que fazer ainda...
Vou tentar lhe escrever mais em breve...
Com amor de seu tio:

Rumpel...





sobre a carta referida: http://suzobianco.blogspot.com/2009/05/carta-de-um-primo.html

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Desejo-te

Filete tênue enlaça...
Nada!
Sibila ao ar seguro...
Voa!

Circula a si mesma...
Feita!
Fugida do seu peito...
Linda!

Fulgura todo o dia...
Morna!
Aflora minha vida...
Cheia!

Aferro e desejo...
Sorte!
Acorde-me o estar...
Tenra!


suzo bianco

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Colina Além da Vida


Vou te ver na colina um dia.
Saborosa e divina,
Escondida de mim,
Por graça, não por maldade.
Ah! Liberdade... Que me sorrirá.
Vontade de apenas ir
E admitir que, te amava!
De graça em seus lábios.
Ver-te tão perto na colina
Para em seus seios dormir.
E te procurarei em meus sonhos...
E te falarei o que,
Quando acordado,
Não tive coragem:
-Quero ser sua planta de sol...
-Seria minha estrela?
E eu cresceria por você.
Em suas formas curvas te diria:
-Quero crescer em seu vale novamente!
Minha montanha de vontade.
Minha colina verde de verdade.
Saborosa e divina.
Amorosa e diva.
Vida.

 
suzo bianco

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Poeta Porco

Como poderia me fazer porco?
Penso.
Então prossigo.
Porco.
Como poderia piorar?
Logo penso. Posso. Porco. Poderia...
Assim falo e penso:
Porco?
Por que não Humano...?
Porco.
Como poderia ser diferente?
Dos porcos. O porco Humano...
Como o poema, aqui,
Porcaria.
Porco?
Porco!
Por que não poderia?
Porcaria!?
Sim.
Porco, como o dono Homem.
Porco!
Então posso, sendo porco, ser sincero.
Que não nego.
Peco, mas sou sincero.
Sendo um porco.
Posso-me honesto.
Como poderia ser diferente?
Sou Humano, por tanto...
Porco, mas posso, e faço.
Sim.
Com passo a passo.
Cada qual eu faço.
Sendo porco.
Mas sendo, aconteço.
Nada mais do que sendo.
Porco.
Mas de carne e osso.
Não lixo.
Que me obrigam a engolir.
Vivendo junto de outros tantos.
Porcos.
E dos piores...
Daqueles que se julgam limpos.
Estes não vêem a própria merda que defecam.
E comem tudo que vêem pela frente.
Inclusive suas próprias orelhas.
Ou a minha.
Porcos.
Sou porco, mas sei disso.
Policio-me.




suzo bianco

Carta para desconhecido...

Alma que aí fora abita,
Você me indica?
A que vive fora da desarmonia e infelicidade,
Amiga da verdade me faz a vontade?
Quero viver de bondade e longe daqui.
Donde ainda moro perto aos vermes.
Quero abraçar as letras dos sonhos,
Dos que formam o mundo.
Já faço meu papel, mas quero reconhecimento,
Do meu conhecimento.
Não é arrogância querer fruto de minhas sementes.
De minhas idéias recentes.
Alma verdadeira que aí procura,
Você! Me inclua?
Lembra de minhas gritarias escritas...
Amiga que não me conheceu de verdade.
Quero ser seu amigo pela eternidade.
Viver contando-te para todo mundo.
Falando fantasias e sobriedades...
Sobre os que formam o mundo.
Do qual faço meu papel e quero meu laurel,
Do meu tipo de vida.
Não é utopia minha, acredita?
Dê-me esta oportunidade...
Não me ofereça mediocridade.
Que dessa já estou cheio.
De verdade...
Pobre ou não...
Sou real e original.
E que a realidade floresça.
E que me dê de direito.
Meu destino escolhido.
Sou mais um filho parido...
Mereço atenção, não exclusão.
Atenda, por favor, meu pedido...


s.b.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O que é, o que é, parece Homem, mas não é?


quinta-feira, 22 de outubro de 2009




quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Carta para uma Fada, além da Torre dos Duendes:

Em olhos negros me perdi,
Achei-me em espelhos gratos.
Mas acreditando-te me feri
E não pude conferir...
O meu amor por ti é nato.

Em seus lábios eu chorei
Minha lamúria desejosa.
E beijando-te entreguei,
Que me deixa desta vez...
No amor que me deu glória.

E a Sra. duende me falou:
- Tudo, foi por você, que fiz!
E seus olhos me cruzaram
Afetaram e condenaram...
E se deu o amor infeliz.

Certo de ti me contive na Torre
Onde ainda estou triste.
Suas formas curvas foram-se
Pra bem de além Ontem,
Longe de hoje,
Longe, dia e noite.
No horizonte.
Bem longe.
Bem longe.


Com amor eterno:
Rumpelstiltskin

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Poema de N sentidos.

Rápido, bem rápido.


Rápido. Muito rápido.
Leia e não pare até o final.
Corra comigo.
Comigo.
Não pare em nenhum sinal.
Se não...
Não pare.
Corra se não empata.
Não para. Não para não.
Mais rápido. Mais rápido.
No rádio.
Toda destruição.
Sem coração.
Meu coração.
Vamos não para.
Não para.
Não pare.
Siga rápido até o final.
Que já está perto.
Façamos amor durar.
Mas mais rápido.
Até acabar, mas faça durar.
Faça durar.
Meu amor. Não para.
Não para.
Vamos levar mais um
Até nosso feliz cabal.
Carnal.
Não.
Não para!

Aaahh!


“E me veio o suspiro”




suzo bianco

Poema

Onde está você, Vontade?


Onde está minha vontade?
Pra onde a senhora foi?
Quer me matar de saudades?
Não sabe quanto me dói?

Onde foi meu controle?
Pra que lugar se escondeu?
Queria me passar hoje?

Venha a mim, vontade!
Chega de malandragem...

Ai meu Deus.

...

Que saudade!












Suzo bianco